Erika Almeida
Todos os gemidos do lado de dentro
Aboletaram-se aos pés do monte
A espera da retirada das farpas
Enfileiradas na pele
Doze avos do cadarço estreito
Pendurado rente a terra ímpia
Contam das ruas lentas
Dos alvéolos afogueados
No calor do meio dia
E assim, bem assim
No musgo baixo, aos pés do monte
Ruge o marginal de si
Os brados ecoando tempestades
A espera da hora terceira.
*
Na fronteira do ocaso
Peito em sombras
Desprendendo-se do porto
Agarra-se ao leve azul que resta
Tentativa de retardar o exílio
Que se apressa como a noite.
Aboletaram-se aos pés do monte
A espera da retirada das farpas
Enfileiradas na pele
Doze avos do cadarço estreito
Pendurado rente a terra ímpia
Contam das ruas lentas
Dos alvéolos afogueados
No calor do meio dia
E assim, bem assim
No musgo baixo, aos pés do monte
Ruge o marginal de si
Os brados ecoando tempestades
A espera da hora terceira.
*
Na fronteira do ocaso
Peito em sombras
Desprendendo-se do porto
Agarra-se ao leve azul que resta
Tentativa de retardar o exílio
Que se apressa como a noite.
____________
Erika Almeida, embora nascida carioca, vive em Porto Alegre há trinta anos. Médica psiquiatra, psicoterapeuta, é casada com um gaúcho e tem três filhas. Escreve desde menina. Sem livros publicados. Contato: jgodoy@via-rs.net













6 comentários:
Parabéns pelo lindo talento que Deus lhe deu! Continue sempre escrevendo e traduzindo em versos os sentimentos da tua alma.
Bjs Gabriela Godoy
Lindo!!!
Belíssimo poema, com raízes no surrealismo, desconstruído, hermético, com imagens diamantíferas de vários tons, a plantar rosas no nosso pensamento. Faça assim 110 e publique, por favor. Martz Inura
Quero mais. Muito mais. Beijão. Carla
ERIKOTA QUERIDA, PARABÉNS, A PALAVRA É A MORADIA DOS POETAS O MISTÉRIO É DE QUEM E COMO A ESCULPIU. ESPERO QUE VC ENCONTROU NOS SEUS LABIRINTOS BEM PROFUNDOS OS SEUS SONHOS E QUE CONTINUE NOS PRESTIGIANDO COM ESSAS OBRAS MARAVILHOSAS.
BJÃO MAMMY
RIO DE JANEIRO 26/01/2010
Que beleza a poesia de Érika. Não conhecia. Gostei imensamente. Abraço, Nydia.
Postar um comentário