"Sem querer ser essencialista – aquela que chega dizendo: a verdadeira poesia “é”… –, acho que, rigorosamente, há muito mais agitação que resultados em volta de nós. Muito mais vaidade, veleidade, ansiedade, pressa em entrar no circuito, do que verdadeiro trabalho [...]Da crítica literária e tradutora Leda Tenório da Motta em entrevista publicada na revista Sibila.
Diante disso, não haveria mesmo o que antologizar. O máximo que se pode fazer é o que se vem fazendo, com maior ou menor felicidade: mapear. A propósito, eu repito o que já disse antes, numa outra conversa na rede: o que existe aqui, em matéria de recepção dos novos, são surtos de mapeamento, listagens sazonais, classificações empenhadas, lições de casa. São práticas avulsas, que não fazem uma cultura crítica – assim como os poemas isolados a que você se refere, e mesmo os livros de poesia –, não representam, necessariamente, uma cultura poética."
6.8.09
A poesia contemporânea e a cultura crítica
Assunto:
Críticas e debates
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