5.5.09

Antigos versus modernos

O poeta, editor e professor Érico Nogueira repercutiu em seu blog o ensaio de Ricardo Domeneck sobre est-É-tica, o qual citamos aqui há poucos dias. Na opinião do professor, a questão abordada por Domeneck é, na verdade, a reedição de um debate que ocorre desde Platão, a saber, a querela entre poetas "antigos" e "modernos", uma disputa que para ele parece ser secundária:
[...] decrépito e sem propósito, hoje, é poema-piada, é vanguardismo besta, é poesia concreta après la lettre; e o difícil, hoje como sempre, é fazer algo que presta, algo realmente relevante AO MOMENTO EM QUE SE VIVE, quer se trate de um poema mais "antiquado", ou mais "modernoso".
Como o Borges de "Formas de una leyenda", por fim, sou dos que pensam que as questões fundamentais, as que realmente importam, se repetem quase que sem mudança ao longo do tempo; e que a poesia, a despeito de uma ou outra variação de media e de técnica -- sempre superficial --, continua a ser da alçada do improvável, do maravilhoso. Portanto do aristocrático.

1 comentários:

Tião Martins disse...

Difícil é saber o que é relevante, professor.