30.3.09

augúrio

Adelaide Amorim


quando o céu invade o quarto
perdulário de voos e pétalas e vento
e é de manhã
e saltam das paredes espelhos
insensatos
no mundo novo filtrado
pelos olhos
os mares derramando as
vozes loucas de sereias mudas
é que a manhã promete
bem mais do que prevê o horóscopo
do dia


(Adelaide Amorim é graduada em Filosofia, mestre em Literatura Brasileira e psicanalista. Escreveu o livro de contos "Umbigo do Sonho" (Ed. Litteris, 2003) e o romance "Como se livrar de Glória" (Ed. Fábrica do Livro, 2005), que recebeu o Primeiro Prêmio Literário de Romance conferido pela Fundação Gutenberg)

1 comentários:

esther lucio bittencourt disse...

adelaide, este augúrio está na medida.
mas convenhamos, quem nos dera, todos os dias, manhãs assim.